quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

FELIZ 2010!!!


Amados irmãos e Irmãs filhos do céu, mais um ano chega ao fim, com a graça de Deus venho desejar um novo ano cheio de Paz e muito Amor....

Aqui fica aberto a todos os visitantes do blog, para quem quiser deixar uma mensagem em forma de comentário..

E que Deus nos abençoe neste novo ano que se inicia...

Feliz 2010!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NOVO "CD ILUMINAR" QUEM VAI COMPRAR??



Com certeza Padre este seu novo trabalho como todos, já vem chegando e iluminando a vida da gente, mas uma benção, fruto do seu amor por Deus e por nós filhos de Deus.

Louvado Seja Deus!

Sentimentos contrários


"Não aloje em seu coração sentimentos contrários à
sua felicidade. Não deixe demorar dentro de você o que
na vida não valeu à pena. Expulse de sua mente tudo o
que for contrário ao que Deus espera de você!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Amizade


Assim como Jesus, que era amável com todos, pois, tinha impelido dentro de si esta graça; cada vez que você se encontra com uma pessoa, formam-se os "nós". Se tivermos uma corda, fazemos um nó, um encontro, assim é o que acontece conosco, e isso nos transforma. Essa é a nossa possibilidade de encontrarmos com o outro, tirando de mim o que tenho de mais precioso, de mais lindo; essa é a empatia que surge quando você encontra com o outro, essa provocação que muitas vezes acontece, do encontro. O que sobra é o resto entre mim e o outro, e tenho que aprender a fazer a digestão dos pensamentos e se não consigo, surge a indigestão emocional.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Palavras do Pe. Fábio no Twitter

Eu sempre me envolvi demais com os problemas da minha família, mas descobri que eu preciso estabelecer limites.

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O desafio é a gente tomar distância e não permitir que os problemas dos outros nos sufoquem.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O verdadeiro amigo não desiste de nós


A gente da graças a Deus porque a gente tem amigos, uma das coisas mais preciosas que podemos ter na vida, é alguém a quem a gente confia a nossa vida, que Deus segura nossas mãos por força humana de alguém que esta ao nosso lado.

a beleza da vida ela se multiplica cada vez que a gente partilha com alguém que a gente ama, se você quiser multiplicar a vida, você precisa dividi-la, a multiplicação só acontece se houve a divisão, pode ser contraditório na teoria mas e verdade na pratica, a gente multiplica o que é bom a medida que a gente divide com os outros, o que somos e fazemos só tem sentido se tivermos acompanhados de pessoas que a gente ama, pessoas que somos gratos, dar graças porque você recebe o que você não merece, porque o verdadeiro amigo não desiste de nós mesmo quando nós fazemos tudo errado.

Deus não desistiu de nós


Ás vezes nós machucamos muito os outros, perdemos oportunidades preciosas porque não soubemos buscar a calma, o desespero dilata a tragédia, a gente perde a capacidade de olhar a vida, enxerga fantasmas que não existem, diferente da calma, que você olha pra vida e analisa a partir de um prisma, que permite uma visão mais aprimorada, de um jeito certo, e ai a gente até encontra a saída, chega a nossa salvação, mas caso a gente se perca no desespero corremos o risco de não chegar a salvação.

Por isso Jesus nos ensina que a vida merece ser vivida assim, quando colocamos amor no coração a gente começa ter mais calma, o amor nos faz ter calma no jeito que a gente olha pras pessoas, o amor é um olhar de contemplação e as vezes a gente precisa se apaixonar pela vida pra olhá-la com contemplação, no desespero a gente perde a sabedoria, machuca quem esta ao lado, perde oportunidade preciosa de fazer as coisas acontecerem do jeito certo, e hoje vamos pedir a Deus calma, pra ter a oportunidade de olhar a vida de um jeito diferente...

Deus precisa ter paciência com você, Deus não desistiu de nós, quanta coisa errada a gente cometeu na vida e Deus não desistiu da gente, então ele tem essa paciência, e ao saber disso, que ele segura a minha mão, nos leva ao lugar mais bonito, e só quem nos ama pode nos levar a contemplar aquilo que é nosso, que nós já possuímos e ainda não tomamos posse, que Deus lhe de a graça de chegar ao lugar mais bonito que já é seu, mas que você ainda não conheceu pq precisa ir ate lá...

Pe. Fábio de Melo

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nós precisamos evangelizar


Nós precisamos evangelizar cada vez mais com a força da diferença. Porque gente que faz o convencional, nós já temos. Gente que atinge as pessoas comuns, nós já temos. Nós precisamos encontrar métodos, formas e pessoas que tenham facilidade de chegar naquele lugar que os convencionais não chegam.....

Pe. Fábio de Melo

Eu estou aqui




Eu não sei se tem alguma coisa que alivia a gente mais do que quando chega alguém perto de nós naqueles momentos dificeis.

Pega na nossa mão e diz:

"EU ESTOU AQUI"

Pe. Fábio de Melo

Precisamos de amigos...


Amigo somos muitos, mesmo sendo dois.

A vida fica muito mais bonita quando partilhada,
tanto as alegrias quanto as tristezas são realidades
que não foram feitas para viver na solidão.

É na partilha do que é triste que nos preparamos
para a superação, e é na partilha da alegria que
nos tornamos capazes de prolonga-la no tempo.

Nós sempre precisamos de amigos; gente que seja capaz
de nos indicar direções, despertar o que temos de melhor
e ajudar a retirar os excessos que nos tornam pesados.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Acapamento com Pe. Fábio na Canção Nova



NÃO PERCAM.....QUEM VAI?? SE VOCÊ FOR COLOQUE SEU NOME NO COMENTÁRIO DESTA POSTAGEM PARA A GENTE FICAR SABENDO.........VAI SER MARAVILHOSO E CHEIO DE BENÇÃOS.

domingo, 30 de agosto de 2009

A VIDA É CHEIA DE BENÇÃOS!



A VIDA É CHEIA DE BENÇÃOS!

Por que você esta

triste? Se a vida é tão bela!

Por que desistir? Se a vida é uma missão criada por Deus!

Por que lágrimas? Se a vida é repleta de bênçãos para sorrirmos!

Por que sentes amarguras? Se a vida é uma nova canção!

Por que sentes ódio? Se a Vida foi feita para amar!

Por que tantas intrigas? Se a vida é Paz!

Por que blasfemar? Se a vida foi feita para orar sem cessar!

Por que mentir? Se a vida é uma verdade!

Por que sentir-se pobre? Se a vida é uma riqueza!

Por que sofrer? Se a vida é superação!

Por que temer? Se a vida é feita de Fé!

Por que fracassos? Se a vida é uma grande vitória!

Por que ofender-se? Se a vida é perdão!

Por que ser infeliz? Se a vida é uma grande felicidade!

Por que problemas? Se a vida é uma grande solução!

Por que trevas? Se DEUS é a fonte Luz!

Amados de Deus!!

Mude seu PORQUE hoje, e não questione, mas use o “PARA QUE” em todas as situações!

Cada dia é um aprendizado e uma etapa, e se Deus permite que vivamos, é para nosso bem e crescimento NEle!!

Confie naquELe que jamais te desampara!!! ELE TE AMAAAAAAAAAAAA!!!!




Aproveite e faça a diferença, pedindo para que os seus amigos se cadastrem no site www.padremarcelorossi.com.br.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jesus, usa-me....


JESUS

Usa-me sou o teu milagre,
usa-me eu quero te servir,

JESUS

usa-me sou a tua imagem,
usa-me ó filho de Davi....

Andrea Silva

Contrários


Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais
Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
Precisou saber recomeçar

Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota o motivo para lutar
E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer

Que o verso tem reverso
Que o direito tem avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E que o ódio é uma forma tão estranha de amar

Que o perto tem distâncias
Que esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema solução
E que o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando brilha alguma luz.

Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar
Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar

Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer

Pe. Fábio de Melo

Nossa Senhora de Guadalupe ( Mexico )


Eu me recordo naquela semana que o padre Quevedo ficou conosco nós descobrimos um lado dele que a gente não conhecia, o quanto ele é um homem de oração, nas folguinhas eu o via fazendo suas orações e eu descobri porque o padre Quevedo tem uma percepção do sacrário muito grande e esta evoluindo buscando conhecimento teórico, ele disse que uma das coisas mais bonitas que ele viu na vida é justamente a imagem de Guadalupe, o fenômeno daquela imagem que esta gravada em uma pintura e o mais interessante é que aquelas cores na imagem, aquela tinta, não pertence nem ao reino vegetal, nem animal e nem mineral, naquela imagem ninguém consegue identificar a composição da tinta. Quando a NASA começou a estudar aquele quadro, pra chegar na origem da tinta descobriram que a temperatura daquele quadro oscila 36 graus, temperatura humana de quem esta vivo, isso é um fato e depois quando fotografaram os olhos, descobriram que dentro a pupila dilata quando joga luz nela como se tivesse um olho vivo ali, e o mais interessante é que na retina daquela imagem, porque você sabe que o que você esta enxergando fica na retina, naquele olho existe a imagem de um bispo assustado olhando, imagina isso, Pe. Quevedo conta essa historia e se emociona muito, ele sabe detalhes, se você um dia tiver oportunidade de ouvi-lo ouça a riqueza de detalhes que ele tem como cientifico, como homem que estuda, então são muitos os milagres que existem mas ficamos sem conhece-los e corremos atrás de banalidades de coisas bobas e ridículas.
Pe. Fábio de Melo ( Direção Espiritual 20/08/2009)

Deus nos torna mais iluminados


A característica da maturidade esta em aprender a lidar com a vida que não precisa ser perfeita, que nós temos problemas, mas que ter problemas não significa que somos infelizes por isso, ter problema na vida não é ter vida infeliz, mas é preciso maturidade para conhecer os avessos, nem sempre estamos maduros pra conhecer os avessos, eu muitas vezes preciso de maturidade pra conhecer os avessos dos bastidores. Imaturidade é deixar de crer em Deus porque aquele padre tem defeito, e é por isso que temos que ser maduros para sabermos lidar com os contrários da vida.
Nós vamos morrer, com 80, 90, 100 anos vivendo um processo de aprendizado, porque sempre precisaremos de maturidade para lidar com os contrários da vida, é como um arquiteto que olha a beleza de um prédio construído, ele vai olhar a totalidade da obra, não apenas a porta, pode observar como nós sofremos quando uma pessoa é capaz de julgar a totalidade da sua vida através de um pontinho, ela leu aquilo e acha aquilo de você, e nisso esta a função de Deus em nós, quando vamos ficando serenos nos acontecimentos, quando deixamos de eleger as bobagens como fundamentais, falta de saber eleger o bom da vida como verdadeira causa de alegria e contentamento, ninguém nasceu maduro, nós vamos ficar à medida que a gente se entrega no processo de amadurecer, quando nós começamos abraçar a vida, quando a gente se empenha para polir esse metal que somos nós mas que esta embaçado, é como aquela prata que esta feia, que o tempo foi sujando e quem olha depressa não percebe que é prata, fica sem brilho, opaco, eu lembro lá em casa, minha mãe pegava Kaol e passava nas peças, mas também não foram poucas às vezes que minha mãe passou Kaol na minha cara, na alma da gente, quantas vezes a gente fica apagadinho e de repente você escuta aquela palavra, aquele conselho e ela deu um lustre em você e você voltou a brilhar, e é isso que queremos aqui independente da religião, eu não tenho medo de errar, hoje eu tenho certeza que todo ser humano tem o desejo de brilhar, eu não estou falando do brilho bobo, do palco iluminado, de luzes, estou falando daquele que te leva pra cama com satisfação, tou indo dormir sendo feliz, porque eu sou eu, alegria de ser quem a gente é, que Deus nos coloca numa ajuda extraordinária, pra que a gente não perca tempo sendo um metal apagado, quanto mais a gente amadurece nessa vida, maior será o brilho na nossa casa na nossa família, a pessoa que tem consistência no ser ela precisou ser amadurecida, olhe para a vida dos santos, foram homens e mulheres que buscaram no dia a dia um lustre na alma, descobriram que a vida é também espiritual, não é só matéria, quando nos mergulhamos no desejo de sermos melhores todo o céu esta em festa, e é isso que nós queremos ser melhores, com outra coisa nós não queremos perder tempo, é só isso que a gente quer, alcançar essa santidade que Deus nos oferece, não é um fardo é o contrario, Deus entra na nossa vida pra nos tornar mais Santos, melhorados, mais dinâmicos, mais felizes, mais iluminados, mais ilustrados, tudo que é bom nessa vida.
Pe. Fábio de Melo ( Direção Espiritual 20/08/2009)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quando amamos


"Não permita que a vida passe sem que
as pessoas saibam o significado que elas
tem para você."

"Quando amamos,enxergamos o que ainda pode ser."

"Se você prestar atenção você vai ver que as pessoas que mais te perdoaram são as q mais te amam, porque o amor não vive sem o perdão."

"O amor é a capacidade de descobrir no outro o que ele ainda não viu que tem."
(Pe.Fábio de Melo)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quem não se ama não sabe amar ninguém


Cuidado para não seguir somente as vaidades. Somos vaidosos, mas não podemos ser levados pela vaidade. Não invente um personagem, seja aquilo que você é. Seja autêntico, assim você provoca autenticidade nas pessoas a seu redor. Procure ser aquilo que Deus o fez. Se você está correndo atrás de porcaria cuidado para não acabar deixando de ser aquilo que Deus fez de você.
Deus acontece plenamente no nosso coração quando nós nos permitimos ser aquilo que somos. A nossa divindade só acontece na participação.
Não seja aquilo que dizem que você é. Parece estranho, mas não podemos dar aquilo que não temos. Se você não descobrir que você é sagrado, você não vai perceber a sacralidade que o outro é!
Quem não se ama não sabe amar ninguém. É uma pessoa ausente de si mesma. Os amores estragados que passaram minou aquilo que se era. Há pessoas que vemos que não têm amor-próprio; mas nós não temos o direito de perder esse amor.
Tome posse do que você é para depois dar-se ao outro.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A felicidade


"A beleza de um jardim não depende
do tamanho das flores, mas da
variedade de seu colorido;
Assim, a felicidade não depende de
grandes alegrias, mas da
variedade de muiтos e pequenos
momentos felizes que
colhemos ao longo da vida."

(Pe. Fábio de Melo)

sábado, 15 de agosto de 2009

O olhar de Cristo


"Em Jesus, todas as nossas fragilidades encontram repouso.
Nele, o amor é fonte e impera. O olhar de Cristo sobre nossas
fraquezas não é um olhar que nos envergonha, ao
contrário, nos encoraja"
(Fábio de Melo.)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Hoje Deus está segurando na sua mão...


"As vezes a nossa vida é assim, nós não estamos felizes porque reclamamos dos terrenos baldios que estão do nosso lado. As vezes nós colocamos a culpa da nossa infelicidade nos lugares desertos da nossa existência onde o outro jogou o seu lixo e a gente acaba se acostumando a conviver com esse lixo, quando na verdade o que a gente precisa fazer é tomar a iniciativa de limpar a nossa vida, de limpar aquilo que está do nosso lado para que a gente possa voltar a continuar o dom de ser feliz. Se a gente se acostuma a conviver com o lixo, daqui a pouco a gente já se identifica com ele e a gente não sabe mais viver fora do lixo. Vida espiritual é assim também, se a gente não se cuida,a gente corre o risco de ter uma vida extremamente desagradável e nós vamos vivendo de sentimentos mesquinhos porque a gente se acostumou com eles. Quem sabe hoje Deus está segurando na sua mão para lhe ajudar a olhar os terrenos baldios da sua vida para que você possa transformá-los em jardins."
(Pe. Fábio de Melo).

Decidi ficar com você.....


Você está devagar e com medo.
Alguém segura na sua mão e diz:
"Não se preocupe estarei ao seu lado.
E você fala: "Mas voce não tem que ir? "E ouve:
"Tenho que ir,mas decidi ficar com você.
"Essa pessoa aceitou sua lentidão e não dispensou você.
(Pe.Fábio de Melo)

Religião não é um conjunto de regras


"Religião não é um conjunto de regras, mas é o olhar de Deus fixo em nós, nos oferecendo a vitória. Pra gente chegar a ela basta ter coragem de se erguer, olhar nos olhos daquele que nos ama, desse Jesus que amou a tantos, e passa pela sua vida mais uma vez ou pela primeira, para te convencer que muita coisa precisa ser buscada e que você não precisa ser refém dos medos. E que hoje você pode se transformar numa pessoa nova pela força do olhar de Cristo que nos diz que tudo podemos n'Ele que nos fortalece. Que nós tudo podemos se nossos olhos estiverem fitos n'Ele.

A fraqueza se transforma em força assim. Coloque os seus olhos nos olhos de Jesus. Quando a fé que eu tenho em Deus se revela em mim, eu tudo posso. Mesmo quando tudo parece nublado e o coração só chora.

Esse processo é lento, mas ele chega! Não vamos desistir!

Peça para que Deus lhe dê coragem! Peça ao Espírito Santo!"

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Se aos pés da cruz ficasse, saberia o que é o amor


Se você se aproximasse do meu peito transpassado
Se aos pés da cruz ficasse, saberia o que é o amor
Se o amor que me oferece é tecido de palavras
Eu lhe estendo os meus braços,
mostro em gesto o que é o amor.
(Pe.Fábio de Melo)

Um Pai que ama....


O que me fascina em Jesus não é sua capacidade de ressuscitar os mortos, de curar os cegos, os paralíticos. O que me fascina Nele é sua capacidade e coragem de dizer que Deus é Pai. Um Pai que tem preferência pelos piores homens e mulheres deste mundo. Um Pai que ama os que não merecem ser amados, que abraça os que não merecem ser abraçados e que escolhe os que não merecem ser escolhidos. Um Pai que quebra as regras aos nos desconsertar com seu amor tão surpreendente. Um Pai que não quer se oculpar com os erros que você cometeu até o dia de hoje, porque o amor que Ele tem por você é um amor cheio de futuro. Ele não está preso ao seu passado e a Ele não interessa o que você fez ou deixou de fazer de sua vida. Para Ele o que importa é o que você ainda pode fazer ! ( Padre Fábio de Melo )

A qualidade das nossas relações


"A gente seguir Jesus, é a gente analisar o tempo todo o que é que nós estamos deixando na vida do outro quando a gente passa. Isso traz qualidade às nossas relações, isso faz a gente pensar um pouquinho no nosso jeito de viver. Podemos ser mais concretos ainda, o que você deixou hoje na vida de quem você passou? Basta você pensar...quantas pessoas passaram pelos seus olhos hoje? Com quantas pessoas você conversou? Com quantas pessoas você estabeleceu vínculos? O que é que você deixou na vida daquela pessoa? Como foi que você olhou? Como foi que você falou? O que foi que você falou? De que maneira você falou? Como é que foi a sua atitude? Aí você tem uma matéria-prima bonita para ser trabalhada em Deus. Conversão é isso, é você modificar o seu jeito de ser com os outros, é isso que agrada o coração de Deus - a qualidade das nossas relações, a qualidade e a integridade do nosso coração." (Pe. Fabio de Melo)

Silêncio resposta mais sabia..


"Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio. Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém." (Pe. Fabio de Melo)

Desconcerto que concerta


Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.

Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.

Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.

Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.

Camuflados e infelizes

Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.
Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.

Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.

Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.

Admirável desconcerto

Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados. O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes “Eu te perdôo” , é que temos o direito de dizer “ Eu te amo”. Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar.

Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.

Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.

Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.

Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.

Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.

(Pe. Fábio de Melo)

sábado, 8 de agosto de 2009

Não desista do amor nao desista de amar...


Eu sei que é difícil esperar
Mas Deus tem um tempo pra agir e pra curar
Só é preciso confiar

Se a cruz lhe pesa
Não é pra se entregar
mas pra se aprender amar
Como alguém que não desiste

A dor faz parte do cultivo desta fé
E só quem sabe o que se quer
Quem luta para conseguir ser feliz

Não desista do amor, não desista de amar
Não se entregue a dor porque ela um dia vai passar
Se a cruz lhe pesou e quer se entregar
Tal como Cirineu, Cristo vai lhe ajudar

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Erga-te! Deus te fez um vencedor!!!!


"Só quem está preso em Deus
Pode estar solto no mundo"

'Nada do teu passado pode ser maior do que a força do futuro de Deus'

“Não conseguiremos sobreviver se não tivermos fé! Não seja vítima de sua vida. Esteja munido de forças humanas, psíquicas e espirituais. Fortalecei-nos no Senhor!
Assim, no momento em que a vida parecer insuportável, você terá como resistir.”

“O mais importante não é o que eu faço para Deus, mas o que Deus modifica em mim quando eu faço algo por Ele.”

"Erga-te !Deus te fez um vencedor!
Transforme sua areia em pérola!
Quem tem fé não tem medo!

"O grande segredo da vida é viver o dia
Amanhã não sei o que vai ser, melhor viver agora.
A vida passa tão depressa, semelhante ao vento
Não espere para amar depois
Talvez não dê mais tempo"

“Amar requer cuidado, requer conquista diária e luta constante, para que o motivo que nos fez entrar pela porta da frente, não venha nos expulsar pela porta dos fundos."

Eu digo mais uma vez:

"Erga-te !Deus te fez um vencedor!
Transforme sua areia em pérola!
Quem tem fé não tem medo!

O desafio de ser pessoa


'O desafio de ser pessoa'. O termo 'pessoa' sempre foi muito usado, principalmente pelos gregos. 'Pessoa', no contexto grego, significa a máscara que o ator usava para interpretar no teatro.

Eu tenho que ser eu. Uma pessoa só pode ser pessoa, se ela é dona de si. Nós temos que tomar posse do que somos. Quantas coisas você possui e ainda não tomou posse? O amor é a capacidade de descobrir no outro o que ele ainda não viu que tem. É como se você tivesse uma grande propriedade e não tivesse a capacidade de andar por ela para demarcá-la, e não a conhece na totalidade. Mas aos poucos vai sendo dono daquilo que já é seu.

Ser pessoa é ser dono de você mesmo, e saber lidar com seu jeito de ser, de amar, de sentir, de pensar, de ter suas limitações e saber o que você pode. Quantas vezes você se dispôs a ser o que não era, dizendo 'sim' onde era para dizer 'não'? Você não teve consciência do que não podia. É o que Jesus sempre fez com as pessoas. Fazendo-as tomarem posse do próprio território, de si mesmas. 'Eu sou dono de mim, e não abro mão'.

Quem é o 'prefeito' de sua 'cidade'? Tenha coragem de dizer aos inimigos: 'Aqui nesta cidade tem prefeito (eu), e aqui não tem lugar para os bandidos. Eu não abro mão do meu território'. E é aqui que Deus trabalha em nós para celebrar a Eucaristia, é para Deus que nos entregamos de novo. Eu sou pessoa, e me recebo de Deus o tempo todo. E Ele diz: "Cuide do que você é. Você não tem o direito de deixar as pessoas lhe roubar". E tem pessoas que te 'devolvem'. A experiência com Deus sempre diz: "Eu lhe devolvo".

Não tenha preguiça de conhecer seu 'território' e saber quem você é realmente. O total desconhecimento de si, não pode acontecer. A pessoa que não é 'pessoa', não tem assunto e sabe tudo o que acontece na vida do outro, mas não sabe de si mesma.

As pessoas que vivem preocupadas com as novelas da vida, se desgastam com pessoas que nem conhecem. Não é fácil compreender o território humano. Se investigar e conhecer o 'porquê' de algumas reações, o 'porquê' aquela raiva foi tão grande naquela hora, o 'porquê' eu explodi com aquela pessoa... É descobrir o 'porque' do afeto que tenho dentro de mim. Você deixa de ser explosiva demais quando toma posse do que é. Tudo isso porque você está em processo de construção. Deveríamos estar com placas dizendo: 'Estamos em obra, cuidado!' É o seu processo de 'feitura' de ser pessoa.

'Não tenha preguiça de conhecer seu ‘território’ e saber quem você é realmente'

Enquanto você viver haverá partes deste 'território' para conhecer. Tantas coisas nos foram entregues, mas se elas não vêm à tona, e nem as investigarmos, tudo o que temos dentro de nós fica sem uso. Quanta coisa preciosa você tem dentro de você e não sabe por quê fica só na superficialidade do conhecimento de si? Quando é que você sabe que uma pessoa se ama? Você só sabe que ela se ama quando ela se cuida, quando tem disciplina.

Que você não morra com seus valores ‘engavetados’, pois Deus lhe dá talentos para que você os use, e não para deixar guardado.

'Eu sou um dom de Deus'. Todos os dias há alguma coisa para você ir atrás e descobrir. Você se recebe de Deus, Ele que me deu esta obra todos os dias. Temos que ser bom naquilo que a gente faz para nos colocarmos à serviço dos que necessitam. Uma pessoa só é pessoa quando se disponibiliza aos outros. Aquilo que recebo de Deus coloco à disposição dos outros. E nisso temos a integração de uma personalidade saudável.

Ser pessoa não é só contemplar o que sou e tenho de melhor, mas ser pessoa é descobrir e cultivar o que tenho de melhor para que outros sejam beneficiados. Como Jesus fazia o tempo todo em sua capacidade de se doar e ensinar, é preciso se doar também. É necessário tomar cuidado para outra pessoa não tomar posse do que você é, pois a partir daí você não terá mais domínio sobre o que é seu. Se não sou capaz de tomar conta de mim, perco meus talentos e não me possuo mais. Quantas vezes você foi machucado nesta vida e pessoas lhe roubaram? Quando não me possuo, tenho dificuldade de ser para o outro, e corro o risco de não ser o que devo ser.

Estabeleça o seu limite. Seja firme!

(Acampamento da Cura e Libertação dos Afetos e Emoções - Transcrição: Eliziane Alves)

domingo, 2 de agosto de 2009

Oração Ecumênica



"Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim."

Joao 17,21-23

ORAÇÃO ECUMÊNICA

Pai de Infinita Bondade, enquanto na Terra os homens discutem quanto o que venha ser as Vossas Verdades, defendendo assim seus príncipios de fé, venho Senhor rogar que acima de qualquer definição do que impossível me parece definir, que me conceda o discernimento, quanto ao que venha ser bom ou ruim.
Que eu compreenda Pai, que independente do que há para além dessa vida, que o mais importante
é o que tenho realizado nessa existência.
Me faz lembrar sempre Senhor, que Jesus pediu
que transformasse o coração num recanto de adoração,
onde o Senhor fosse adorado em Espírito e Verdade.
Me faz recordar sempre Senhor, o Mestre indicando ao jovem curioso de como entrar na vida,
ao contar-lhe a parábola do Samaritano, onde ele deixa claro que para se entrar na verdadeira vida
é imprescíndivel uma única coisa: o Amor, esse amor incondional que não vê raça, nacionalidade, classe social... Esse amor que tudo liberta.
Até quando Senhor, na tola pretenção de defender Vossas Verdades que mal conhecemos,
ficaremos em lutas, quando não polêmicas que geram a separatividade, a guerra que extermina vidas?
Porque Senhor tantos "ismos", conceitos divergentes se Nosso Amado Mestre simplificou tudo
no Amai-vos uns aos outros como eu vos amei?
Deus, tende compaixão de nós, esses pequeninos seres da Terra que ainda não aprendemos a amar,
pois poderemos louvar Vosso Nome, ofertar em Vosso Nome, e até ajudar em Vosso Nome,
mas se não tivermos amor no coração em nada tiraremos proveito.
Ensina-nos Senhor das vidas a respeitar nossos semelhantes em suas escolhas,
liberta-nos do preconceito que nos distancia uns dos outros, e dá-nos a Luz definitiva,
para chegarmos a plenitude do Amor, pois Vós Sois Amor, e sendo Vós amor,
só o amor conduzir-nos-à a Tua Vida Gloriosa!
Amém!


Samuel de Almeida

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mãe, deixa eu Nascer.

Desperta, tu que dormes!


Tua mão desceu sobre mim e me retirou da escuridão. Deu-me mãos e voz de profeta, deu-me um coração adorador’ [música].

"Desperta, tu que dormes"! (cf. Efésios 5, 6 e Isaías 26,19; 60,1). Quero ressaltar a primeira parte do refrão dessa música, que é o que Deus faz. É porque Ele desceu a mão, como num gesto violento que acorda quem está dormindo. Deus não pode fazer nada para o coração preguiçoso, que não quer ser mudado. O processo humano é difícil. Quanto sangue você tem que suar para ser uma mulher e um homem com integridade. Aquele que 'desce a mão' o faz para você melhorar. Não tem como conciliar o Cristianismo com a preguiça da vida, esquecendo-nos de como nós poderíamos ser como pessoas, sem cuidar da nossa vida. Coração preguiçoso não tem lugar no céu, porque Deus o quer de pé!

Hoje, uma mulher jovem, com lágrimas nos olhos, me dizia: ‘Deus tem me mantido em pé através da Canção Nova. Eu perdi, no mesmo acidente, meu pai, meu esposo e meus filhos’. Ficar de pé quando tudo deu errado e sentir que a força de Deus o alcança! Ficar de pé quando se está no 'calvário', onde não é lugar de ficar sentado e sim de pé. Sentir-se de pé mesmo quando o 'calvário' está 'armado' e cheio de curiosos.

"Desperta, tu que dormes!". Não dá para ficar parado ou sentado e fazer de conta que não está acontecendo nada. Que caia por terra toda hipocrisia e toda máscara!

O amor é provado no fogo, na dura experiência de dar a vida pelo outro. Caso contrário, não é amor; é ilusão. Você sabe que alguém o ama não pelo que ele fala, mas pelo que faz. O amor não sobrevive de teorias. Não adianta falar para seu filho que o ama se seus gestos não correspondem a esse amor. Palavras sem gestos não edificam.

O 'calvário' é ladeira acima, em meio a pedras, e sem asfalto. Nossos passos não deslizam com facilidade. Não se chega ao céu de patins. São com essas 'botas da dor', difíceis, que se chega lá. Ninguém lhes prometeu que os valores seriam fáceis de ser alcançados. Você sabe muito bem o quanto lhe custou para chegar até onde chegou; as coisas não vêm de forma tão fácil assim.

Nós perdemos os rituais. Como era bom o tempo em que preparávamos nossas refeições. Era um ritual: as crianças descascando milho, as tias cozinhando-os no fogo, outro fazendo a palha, e a família toda em um ritual de alegria fazendo a pamonha. Nós tínhamos rituais de vida. Quando comíamos carne de porco ou fazíamos um almoço para toda a vizinhança e todo mundo da rua, para comermos juntos. Mas hoje, nossa comida vem toda pronta. Nós não temos mais o ritual de preparar o que nós comemos.

'O amor não sobrevive de teorias. Palavras sem gestos não edificam', afirma Pe. Fábio

E aquela experiência de zelar por aquilo que é seu se perdeu. De consertar as coisas da casa, quando o pai sempre chamava o filho para aprender.
Hoje tudo é muito prático, e perdemos o valor da realidade simbólica, perdemos a graça do diálogo, das conversas.

Às vezes, nossos filhos estão loucos para conversar conosco, mas não temos tempo. Nós precisamos construir relações concretas. Às vezes se cuida dos 'amigos virtuais', mas não se cuida de quem está ao lado. A tecnologia não pode se utilizar de nós, quem deve mandar nela somos nós. Há muitas coisas que nos escravizam. Temos de abrir os olhos para tudo isso e sair da cegueira. Nós não pensamos nas conseqüências que minam a capacidade de sermos pessoas concretas e reais. Damos muito tempo para as pessoas no computador, nos 'messenger's' e tantas coisas mais, mas não damos uma palavra para um amigo do nosso lado.

Se não ritualizarmos a nossa vida nos tornaremos insensíveis. Aí Deus vai ter que 'descer a mão' mesmo, e o 'sopapo' vem quando você percebe que está perdendo o seu filho para as drogas; perdendo o pai para o álcool e a mãe para infidelidade. Preste atenção aos 'tapinhas' da vida para não ter um tapa mais forte adiante; podendo ser tarde demais. "‘Desperta, tu que dormes!" Pessoas que estão dormindo e ficam na preguiça, é como dar um remédio para aquele paciente que quer morrer.

Quando éramos crianças aprendíamos a tecer, a bordar e a costurar. Será que o bordado, que fazíamos exteriormente, não repercutia na nossa alma, interiormente, tornando-nos mais pacientes? Cortar o mato com a enxada, por exemplo, não fazemos mais nós mesmos. Não diga: 'Eu posso pagar'. Hoje é tudo muito diferente e podemos pagar para que alguém o faça, mas, de vez em quando, faça você mesmo.

Todas as mulheres lustram os móveis para que fiquem bonitos, mas ninguém vai saber 'lustrar' o rosto de seu filho como você. 'Desça do salto!' Vá para a simplicidade. Em vez de levar o filho ao restaurante que oferece a comida mais saborosa que existe, surpreenda-o com um avental fazendo vocês a comida, você e seu marido. A comida vai ter o sabor mais gostoso que qualquer outro restaurante.

A cura de nossos afetos vem por meio desses rituais. É uma alegria chegar em casa e ver a mãe cozinhando.

'Desperta, tu que dormes! Seja justo com o que Deus lhe oferece!'

Abra os olhos para o filho que você tem, abra os olhos para a mulher que você tem, não se acostume com o seu marido nem com sua esposa. Abra espaços para as surpresas. Nossos afetos são construídos dentro de casa. Nada pode ser mais destruidor do que uma palavra do pai e da mãe. Você tem o direito de dizer o que quiser, mas não tem o direito de dizer do "jeito" que quiser. Nós traumatizamos as pessoas na forma como dizemos as coisas.
"Desperta, tu que dormes!". Talvez você esteja perdendo a oportunidade preciosa de ser uma esposa, uma mãe, um filho, um marido, tratando-os como se fossem 'um qualquer'. Cuide do que é seu! O amor requer calma e um olhar vagaroso. Essas coisas são tão boas e tão simples, mas ouvimos pouco sobre elas. Corremos o risco de deixar a vida passar e não viver direito com aqueles que amamos.

Da sua casa você é o profeta. Você é convidado a ser o profeta. É você quem tem de mudar. A transformação é na sua vida, no poder de ser profeta no seu 'território', em sua casa, sendo a voz de Deus em nome do amor vivo presente em você. "‘Desperta, tu que dormes!" Seja justo com o que Deus lhe oferece. A sua casa merece sua coragem. Você está diferente!

(Acampamento da Cura e Libertação dos Afetos e Emoções - Transcrição: Eliziane Alves)

Mulheres de aço e de flores


“Mulheres de aço e de flores” é minha primeira aventura literária. A Literatura, paralela a tudo o que escrevo será um caminho que trilharei. É uma escolha que amadureci.

Ao escrever “Mulheres de aço e de flores” eu mergulhei no encanto do universo feminino e sobre ele quis contar histórias. São mulheres reais, outras de sonhos, mas todas elas estão vivas em algum lugar deste mundo.

Eu não quis escrever um livro de catequese. Não quis escrever um livro de auto ajuda. Quis apenas explorar os sentimentos humanos e respeitosamente tocá-los a partir de minha sensibilidade poética. Não tive medo de ousar. Não fiquei preocupado que as pessoas pudessem dizer – “Nossa, isso não é coisa que um padre possa escrever!” Não quis me prender a uma visão limita, que confisca o universo religioso ao discurso beato e pouco humano. Eu me inspirei nos escritores sagrados, e nas histórias que a Sagrada Escritura resguarda. A Bíblia é um livro vivo feito a partir de pessoas concretas e por isso é dialético, controverso. Há relatos interessantíssimos que mostram o lado mais mesquinho da vida humana. As traições, os assasinatos, os incestos, enfim, tudo o que é humano e que sempre temos coragem de contar.

O meu livro é um espaço de segredos confessos. É uma fala que deixei nascer porque a respeito profundamente. As mulheres, desde as mais recatadas até as mais ousadas, todas elas cumprem o ofício de mostrar o que somos. Elas, na coragem que a literatura me empresta, contam o que naturalmente não contamos. Duvidam do que não temos coragem de duvidar. Amam de um jeito que não gostamos de amar.E falam, falam e falam...

A literatura é o avesso da vida, mas pode ser também o seu lado mais acertado. Através dela podemos sugerir uma vida que ainda não temos, ou sonhos que ainda não nos pertencem. Ela pode nos colocar no prumo onde sobrevivem nossas forças e fraquezas, nossas vergonhas e nossas belezas.

“Minhas mulheres” são assim. Elas querem nos lembrar que é bonito ser humano. Que não é vergonhoso ser portador de fragilidades. Que a dor é universal, que a alegria nem sempre. Que a esperança é a terceira margem do amor. Que há sempre uma luz a ser devolvida, uma vela a ser acesa, um Elviro a ser domesticado, um Redentor a ser reconhecido. “Minhas mulheres” querem nos ensinar que o amor humano é a outra face do amor divino, e que ao ser resgatado humanamente pelo amor que me toca, de alguma forma os meus dedos alcançam a cruz. Que na pureza de um beijo experimentado a eternidade já nos mostra o seu sabor.

“Minhas mulheres” querem nos recordar que um riso pode nos ajudar a esquecer o peso da vida. Que uma história não pode ser vista somente a partir de uma frase, e que o texto tem sempre que ser analisado a partir de seu contexto. A mesma regra vale para a Sagrada Escritura, pois fora do contexto, há frases bíblicas que podem justificar até mesmo o assasinato brutal.

“Minhas mulheres” não são ofensivas. Elas são filhas do tempo, dos ventos, das dores, das alegrias. São filhas da vida, e nada que é verdadeiramente vivo pode ofender. Elas só são sinceras.

Por isso, se você desejar conhecer as “minhas mulheres”, aproxime-se do livro sabendo que se trata de uma obra literária. É um livro de histórias.

Não queira encontrar conselhos formulados, prontos para serem aplicados.

Mas uma coisa eu lhe prometo – Riso e choro! Tudo ao mesmo tempo.

Por que? Não sei. Eu também não sei porque as coisas me fazem rir ou chorar. Eu apenas obedeço ao impacto da vida e por ela me deixo envolver.

O meu livro é simples. Não é um tratado de teologia. Está longe de querer ser isso. Eu só o considero religioso. Não sei fazer nada que não seja. Ele tem sacralidades, mas tem também os rastros do profano. A vida é assim. O desafio do leitor é recolher sob o altar do coração o que ele eleger como sagrado, e expulsar o que considera profano. Nisso eu não entro, não tenho acesso porque é trabalho do leitor.

Agora uma coisa é certa – A maior pretensão das minhas mulheres é mostrar que no aço da dureza humana, a flor da Graça divina costuma nos surpreender generosa.

Boa leitura.

Amar....Ame!!!!!


Gosto de conjugar o verbo “amar” no imperativo – “Ame!” Não há necessidade de complementos. Ame este ou aquele. Ame agora ou depois. Não há justificativas. É só amar. É só seguir a ordem que o verbo sugere. “Ame!” Repito. Não escuto gritos, mas uma voz mansa com poder de conselho. Voz que reconheço ser a de Jesus a me conduzir por um caminho seguro que me fará viver melhor. “Ame!” Ele repete! “Ame!” Ele aconselha.

Tenho aprendido que o amor é o melhor jeito de responder às questões do mundo. Experimento isso na carne. Eu fico melhor cada vez que amo. Digo isso como homem religioso que sou.

A religião é a casa do amor, assim como o verbo é a casa da ação. Se não é, não é religião. É esconderijo onde acomodamos nossa hipocrisia. É lugar onde justificamos nossas intolerâncias. É guerra fria que fazemos em nome de Deus.

Eu ainda acredito que o amor é a religião que o mundo precisa. Jesus ensinou isso. Morreu por crer assim. Elevou à potência máxima o imperativo do amor, e não fugiu das consequências. Tenho medo quando nos especializamos em qualificar as pessoas como boas ou ruins, em nome da religião. Tenho medo de deixar que outros verbos imperem sobre minha vida. Verbos que excluem, abandonam, jogam fora e que condenam a partir de aparências...

É nesta hora que eu me recordo do imperativo de meu Mestre - “Ame!” E só assim eu descanso.

Eu sei que você também costuma se perder em tantas realidades desta vida. Eu sei que o seguimento de Jesus costuma nos colocar em encruzilhadas, porque não há seguimento sem escolhas. É natural que nasçam dúvidas e a gente se pergunte – E agora? Como ser de Deus no meio de tantas realidades contrárias? Como manter o olhar fixo no que cremos sem que a gente precise cometer o absurdo de desprezar os que creem diferente de nós?

Nem sempre conseguimos acertar, fazer da melhor forma.

Quer um conselho? Ame!

As estações do tempo


Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.

São as estações do tempo. São as estações da vida.

Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras...

Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras...

Floresçamos.

Minha vida é feita de caminhos comuns


Minha vida é feita de caminhos comuns. A rua que me leva não flutua sobre atmosferas que não sejam humanas. Vejo o mundo em sua crueza cotidiana, onde Anas, Marias e Ofélias cruzam avenidas movimentadas, ávidas por tintas para colorir os cabelos.

A padaria da esquina não está iluminada por notícias de milagres. Não há maná no cardápio. O que há é o trigo cotidiano, faminto de fomes e pronto para o prazer da saciedade.

Eu olho devagar para cada coisa e descubro uma vida miserável, mas surpreendente. O homem da garapa não se cansa de acreditar na doçura que comercializa. Todos os dias, ao seu modo, ele se esforça para diminuir o amargor da vida. Moe a cana como se moesse a dureza da existência.

Ao lado, bem ao lado, o jornaleiro espera pelos leitores. Oferecerá ao longo do dia a tradução curiosa de um mundo transmudado em palavra. As manchetes gritam as fofocas que amanhã serão esquecidas, substituídas por outras, enquanto os romances em edições populares resguardam a beleza de homens e mulheres que ficaram eternos, mas que ainda são desconhecidos. O príncipe de Maquiavel está empoeirado no canto. Virou plebeu. Perdeu o garbo da edição primorosa. Caiu de posto.

Os morros dos ventos uivantes estão silenciados. As pilhas de revistas semanais gritam demais e não há vento que possa vencê-las. Iracema, a virgem dos lábios de mel está deitada ao lado de Brás Cubas, o defunto que fala. Romantismo e Realismo em expressões tão inexatas de uma mesma época. Eu continuo...

O ponto de ônibus está cheio. Uma mulher visivelmente abatida está desejosa de voltar para casa. A sacola de embrulhos é uma metáfora da vida. Presa à ponta dos dedos, a vida parece resguardada nos motivos de um papel pardo. O embrulho da mulher, a mulher do embrulho, tudo me faz crer que o caminho comum é o lugar da poesia. O onibus chegará, mas a casa ainda não. Haverá o processo de passar por outras casas que não são a sua. Enquanto isso, o desejo, este alimento que nos leva adiante será nutrido em porções menores.

Entro no meu prédio. Há um homem feliz por me ver chegar. “O senhor andou sumido!” Ele me disse. “É verdade!” Eu concordei. Andar sumido é coisa que não consigo resolver. As distâncias do mundo me separam do meu mundo, do homem da garapa, do jornaleiro, do porteiro que me quer bem...

O elevador me eleva. Chego ao destino de minha porta. O desejo de entrar é imenso. Recordo-me da mulher e suas sacolas de embrulhos. Outro pensamento me ocorre “Bem que eu poderia ter retirado Brás Cubas daquela banca! Seria uma forma de comemorar o centenário de Machado de Assis. Mas agora não importa. Não o fiz.”

Coloco a chave na fechadura. Faço o movimento de abrir. Adentro minha casa. O silêncio de minhas coisas não corresponde aos gritos de minhas causas. Não estou só. O mundo está dentro de mim.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sonhar sempre


A vida nunca foi fácil pra mim. Nasci no limite e cresci nele. Nunca tive muitas oportunidades. Minha vida foi marcada pela pobreza, pelas dificuldades e pelo sofrimento.

Mesmo assim eu insisti que poderia ser diferente. E o que me levava adiante era a minha teimosia em sonhar sempre.

Talvez seja por isso que hoje, no exercício do meu ministério sacerdotal, eu insista tanto em levar as pessoas ao cultivo dos sonhos. Sonhos que se abracem à realidade e que se realizem aos poucos, pela força de Deus, manifestada na força dos homens...

Vejo muitas pessoas que não estão dando certo...Vejo muitas pessoas se desprenderem de suas verdadeiras essências...Vejo muitas pessoas cultivando verdadeiros e grandiosos jardins de infelicidades. Pessoas que morrem sem chegarem à terra prometida.Não gostaria que fosse assim.

Fiquei sabendo que na China há um rio chamado Rio Amarelo que morre antes de chegar ao mar...

Fiquei pensando que há pessoas que insistem em fazer o mesmo.

Não permita que sua história seja semelhante à desse rio...

Lute para chegar, lute para alcançar...

Já dizia o poeta catarinense, Lindolfo Bel: "Menor que meu sonho não posso ser!"

Assim seja...

Assim façamos.

(Pe. Fábio de Melo)

Aprender com os acontecimentos


Eu quero aprender com os acontecimentos. É um jeito de restituir a vida. É um jeito de consolar as mães e, quem sabe assim, ressuscitar os meninos.

A mulher parecia absorvida em sua dor. Trazia no rosto as marcas de um acontecimento que não combina com o tempo. Os dois anos já passados pareciam estacionados em seus olhos, como se a vida não pudesse mais realizar o seu processo natural de prosseguir. Há acontecimentos que não cabem no tempo. Uma dor não dura o mesmo tempo que o fato que a provoca. Ela vai além, muito além. A dor é uma extensão da vida.

O fato foi terrível. Aquela mulher encontrou o seu menino morto na piscina de sua casa. Teve também que retirá-lo das águas. Pegou-o ao colo, assim como tantas outras vezes. Aconchegou-o no peito, assim como nas noites em que o alimentava para que pudesse voltar a dormir tranqüilo. O amor é assim: é feito de madrugadas; feito de silêncios que atribuem sentidos; feito de olhares que contemplam os que amamos como continuidade do que somos. Aquela mulher sabia de tudo isso.

Ao retirar das águas o seu menino já sem vida, aquela mulher parecia cumprir no tempo o prolongamento da escultura de Michelangelo, Pietá (1498), a virgem que segura nos braços o seu filho morto. Pietá é a metáfora da dor materna que não tem nome. A morfologia de um sofrimento agudo que nos retira a fala e que nos dificulta as respostas.

Tive oportunidade de ouvir o seu relato. Contou-me com lágrimas teimosas o acontecido. O cenário era sugestivo. Estávamos à beira do rio Jordão, lugar onde Jesus foi batizado. Ela se aproximou e eu tive a graça de renovar o seu Batismo. Ao derramar água sobre a sua cabeça, foi inevitável o pensamento que me ocorreu. Um pensamento que de alguma forma já se estabelecia como prece. No meu coração, eu pedia a Deus que aquela mulher fosse capaz de retirar definitivamente o seu filho das águas. Pedi ao Senhor da vida que a ajudasse a sepultar o seu filho. Não o sepultamento do esquecimento, mas o que proporciona a ressurreição; aquele que nos dá coragem de olhar para a dor sem que ela nos sufoque.

Logo depois do gesto, enchi-me de coragem e recomendei-lhe com ternura: “Retire o seu menino das águas! Saia da beira da piscina e permita que a vida continue!”. Ela sorriu serena e disse que tentaria. Mais tarde, ela me pediu que escrevesse a frase dita. Eu escrevi. Mas resolvi escrever aqui também. Pode ser que essas palavras caiam nas mãos de pessoas que estejam com dificuldades de permitir o movimento da vida. Pode ser que hoje esse pequeno texto venha encontrar alguém que esteja paralisado pela dor, impossibilitado de prosseguir.

A virgem da piedade encontrou no filho a causa do seu prosseguimento. Pietá só é bela, porque conhecemos a sua continuidade. O filho ressurgiu. Aquele momento não é o definitivo. A dor é a ponte que a fez chegar ao lugar mais belo de seu coração. É a vida. E eu gostaria que não fosse assim. Que meninos não morressem antes da hora. Mas não posso mudar a ordem dos acontecimentos. O que posso é silenciar-me diante da cena e pedir que Deus nos encaminhe para o aprendizado que o acontecimento pode nos trazer.

Questão de escolha


O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.
Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples...
Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.
Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar.
Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.
É simples...
Padre Fábio de Melo

Simplifique sua vida...


Tudo o que é belo tende a ser simples. Afirmação generalizante? Não sei. O que sei é que a beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins. Vida que se ocupa de ser só o que é.

Não há conflito nas bromélias, não há angústia nas rosas, nem ansiedades nos jasmins. Cumprem o destino de florirem ao seu tempo e de se despedirem do viço quando é chegada a hora. São simples.

Não querem outra coisa, senão a necessidade de cada instante. Não há desperdício de forças, não há dispersão de energias. Tudo concorre para a realização do instante. Acolhem a chuva que chega e dela extraem o essencial. Recebem o sol e o vento, e morrem ao seu tempo.

Simplicidade é um conceito que nos remete ao estado mais puro da realidade. A semente é simples porque não se perde na tentativa de ser outra coisa. É o que é. Não desperdiça seu tempo querendo ser flor antes da hora. Cumpre o ritual de existir, compreendendo-se em cada etapa.

Já dizia o poeta: "Simplicidade é querer uma coisa só". Eu concordo com ele. O muito querer nos deixa complexos demais. Queremos muito ao mesmo tempo, e então nos perdemos no emaranhado dos desejos. Há o risco de que não fiquemos com nada, de que percamos tudo.

Aquele que muito quer corre o risco de nada ter, porque o empenho e o cuidado é que faz a realidade permanecer. O simples anda leve. Carrega menos bagagem quando viaja, e por isso reserva suas energias para apreciar a paisagem. O que viaja pesado corre o risco de gastar suas energias no transporte das malas. Fica preso, não pode andar pelo aeroporto, fica privado de atravessar a rua e se transforma num constante vigilante do que trouxe.

A simplicidade é uma forma de leveza. Nas relações humanas ela faz a diferença. O que cultiva a simplicidade tem a facilidade de tornar leve o ambiente em que vive. Não cria confusão por pouca coisa; não coloca sua atenção no que é acidental, mas prende os olhos naquilo que verdadeiramente vale à pena.

Pessoas simples são aquelas que se encantam com as coisas menores. Sabem sorrir diante de presentes simbólicos e sem muito valor material. A simplicidade lhe capacita para perceber que nem tudo precisa ter utilidade. E por isso é fácil presentear o simples.

Dar presentes aos complicados é um desafio. Não sabemos o que eles gostam, porque só na simplicidade é possível conhecer alguém. Só depois que as máscaras caem pelo chão e que os papéis são abandonados a gente tem a possibilidade de descobrir o outro na sua verdade.

Eu gostaria de me livrar de meus pesos. Queria ser mais leve, mais simples. Querer uma coisa só de cada vez. Abandonar os inúmeros projetos futuros que me cegam para a necessidade do momento. Projetos futuros valem à pena, desde que sejam simples, concretos e aplicáveis. Não gostaria que a morte me surpreendesse sem que eu tivesse alcançado a simplicidade. Até para morrer os simples têm mais facilidade. Sentem que chegou a hora, se entregam ao último suspiro e se vão.

Tenho uma intuição de que quando eu simplificar a minha vida, a felicidade chegará em minha casa, quando eu menos esperar.

( Padre Fábio de Melo )

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Hoje é tempo de ser feliz


A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.

Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes.

Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós,será plantação que poderá ser vista de longe...

Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!"

Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!

Infelicidade, talvez seja o contrário.

O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã!

Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.

Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores...

Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa.

Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam...

Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...

Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena...

Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade...

Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.

Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.

Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.

Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.

Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...

A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..."

Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.

Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.

Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar... (?)
Padre Fábio de Melo

A maior prisão...


A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.

Padre Fábio de Melo

terça-feira, 28 de julho de 2009

O grande desafio


O grande desafio da gente, é a gente descobrir que a vida é a experiência sempre concreta, não da pra fazer dela um ensaio e nem você tem o direito de fazer das pessoas que estão ao seu lado o cenário da sua simulação, Não importa o tanto que você simulou, não importa o tanto que você usou de cenários, não importa o tempo que você gastou naquilo que você não era, não importa o tempo em que você mentiu, não importa o tempo que você perdeu, não importa aquilo que não foi concreto, tudo que não foi real na sua vida, o mais importante é a gente perceber que nós temos condições de ao invés de fazer cenários na nossa vida, a gente tem a possibilidade de construir mobílias concretas, porque só assim a gente vai ser FELIZ!

Conversão é isso: a descoberta de um jeito antigo de viver que não vale a pena. a verdade é o caminho mais simples. Jesus já dizia: a verdade nos libertará, portanto a mentira aprisiona.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Olhando para Deus



Gosto de olhar para Deus. Gosto de esperar por ele, sobretudo nos momentos das minhas desesperanças. Olho-o como quem olha querendo decorar, aprender, incorporar. Faço inúmeros pedidos a Ele, mas tenho sempre o cuidado para que minhas preces não sejam formuladas nos verbos imperativos... Prefiro apresentar as questões, colocá-las em suas mãos e depois esperar pela vida. Tenho medo de tornar-me o deus de Deus. Receio que minhas preces sejam ordens mesquinhas Àquele que tudo sabe de mim.

A teologia nos ensina que em Deus não há variação de humor. Ele é sempre amor, movimento que não sai da rota que lhe coloca na coerência de ser o que é. E por isso é fácil entender a ação de Deus na vida humana. Dizer que Ele permite acidentes, que permite doenças e que protege e desprotege é o mesmo que colocar uma contradição naquilo que Ele é.

Expliquem-me, então: se Deus é amor, como posso entender que uma criança como o nosso querido Lucas tenha um câncer que viaja pelo seu corpo? Como não entender que Ele não tenha curado o nosso padre Léo de sua enfermidade tão dilacerante? Aí você pode me perguntar: “Então não adianta rezar, padre?” E eu respondo: adianta minha filha, meu filho.

Rezamos, não para que Deus faça o que queremos, mas para que tenhamos forças de entender as fragilidades da vida, os limites do nosso corpo, e quem sabe, viver a surpresa da cura inesperada, quando tudo indicava que já tivéssemos chegado ao fim. Rezamos porque temos direito de pedir, de clamar, e de explicar as razões dos nossos desejos, mas não temos o direito de determinar o que Ele terá que fazer. Estamos constantemente debaixo da proteção divina. Ela não nos deixa nunca, mesmo quando não pedimos por ela.