terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O PODER DAS PALAVRAS


Esta mensagem não é do Pe. Fábio de Melo, mas tocou muito meu coração e gostaria amados de partilhar ela aqui com vocês.

PAZ E BEM!

Benção ou maldição?


Construir ou destruir, fortalecer ou abater, curar ou ferir, avivar ou matar, amar ou odiar, bendizer ou amaldiçoar. Tudo isto é possível através de um pequenino órgão do nosso corpo: a língua!

( Confira em Tiago 3,2-10)

O PODER DAS PALAVRAS

Você já pensou sobre a força das palavras? Na força negativa e positiva? Sim, afinal, as palavras podem libertar e oprimir, alegrar e entristecer, fazer viver e fazer morrer, aliviar e angustiar, rir e chorar, incentivar e esmorecer, amar e odiar e assim tantas coisas mais.

Estava pensando sobre estas coisas e, coincidentemente, encontrei um texto da escritora Lya Luft. Ela, entre outras coisas, afirma que a palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Sim matamos, porque a palavra maldita tem o poder de ferir e matar tal qual uma rajada de balas.

Palavras podem ofender mais do que a realidade, o problema é que não paramos pra pensar sobre isso.

Vejo em tudo isso o poder das palavras. Pelas palavras fazemos pessoas felizes, fazemos sofrer, trazemos satisfação, magoamos, acariciamos, alegramos, damos prazer , consolamos, geramos raiva, incutimos o medo, produzimos pensadores e pensamentos, inibimos o surgimento de novas idéias, tolhemos a criação de um momento, tornamos sensíveis os olhares, e uma infinidade de outras coisas mais.

Gosto de pensar que laborando a palavras elas possam um dia tornar-se realidades para mim, sempre peço, grito, berro, insistentemente. Que eu possa num desejo não só experimentar a palavra, mas a vida que vem junto com ela quando a pronuncio, audaciosamente, sem nenhuma amarra, expressando o que de mais natural e puro está em meu interior.
As palavras sempre são poderosas, Que tal usarmos as palavras?

Elas são nossa íntima conexão com o viver e a vida.


Termino convidando-os, a utilizarem as palavras benditas, as malditas eliminem do seu vocabulário, elas pertencem a vocês enquanto quiserem usá-las, mas vocês podem escolher ou bendizer ou maldizer, o principal é pensar que a outra pessoa que ta recebendo suas palavras poderia ser você, e ai gostaria de receber palavras benditas ou palavras malditas?

Não deixem pra depois o que podem fazer agora..


A palavra (escrita ou falada) é muito mais do que uma simples forma de nos comunicarmos.

Podem ser usadas pra seduzir, pra machucar, pra edificar, pra derrubar...

Pessoalmente, e por ser muito sensível ao efeito delas, procuro pensar muito antes de dizer algo que possa magoar alguém, mas quando vejo que a verdade precisa ser dita, eu digo da melhor maneira possível, de uma forma que não machuque, mas que ensine o outro a enchergar a realidade que esta vivendo.

Muitas situações nos obrigam a sermos sinceros e por vezes a dizer o que o outro não gostaria de ouvir. Bom seria se pudéssemos nos ater ao fato em si, ao invés de decretarmos vereditos negativos. É muito diferente dizer "você está" ou "voce é ". Mas atenha-se a forma de falar a verdade que para o outro possa ser uma ofensa, mas que seja apenas uma maneira de ensinar o outro a mudar o seu jeito de viver, a se enchergar, a ser melhor e não pior, que suas palavras possam sempre construir e não destruir.

A maioria dos conflitos entre as pessoas ocorre por essa "falta de comunicação". Fala-se muito, agride-se, critica-se ( tendo como critério sempre o nosso limitado ponto de vista).

Todos precisamos de palavras de ânimo. Somos movidos a aprovação. Gostamos de elogios.

Porque será que a gente ouve tão pouco esse tipo de coisa? E já reparou como nós nos boicotamos? Basta recebermos um elogio de alguém que imediatamente nos justificamos...
Como é mais fácil acreditar nas críticas!

Uma vez proferida uma palavra, dificilmente a retratação (ou o pedido de desculpas) tem o mesmo impacto.

E nem me venha com essa de "Falei sem pensar". Ninguém fala sem pensar. Não se diz palavras desconexas ou sem sentido. Talvez não se tenha calculado o impacto, o efeito delas. Mas é exatamente o que se pensava e se sentia naquele momento.

Eu prefiro as palavras doces... Aquelas que nos dão a oportunidade de dizer a alguém como ela nos é importante, o tamanho do nosso amor.

Dessas eu uso e abuso... o tempo todo...

Sem economias, sem datas especiais, sem horário marcado...

E uma simples palavra pode mudar toda uma situação.

Outro dia fui almoçar em uma padaria aqui pertinho de casa. O atendente estava azedo, pisando duro pra lá e pra cá. Veio a minha mesa e perguntou, grosseiramente "O que vai querer? ". Respondi sem pestanejar: "Primeiro um sorriso, depois o cardápio". Pronto! Ele sorriu, entendeu a mensagem e o bom humor voltou.

Simples assim...

Portanto reflita sobre o poder que as suas palavras tem!


domingo, 21 de dezembro de 2008

Amor de Deus


É quase um desconcerto cada vez que a gente tem que se aproximar do amor de Deus e pensar: Que ele nos ama, quando a gente não merece.
Que ele nos escolhe quando não merecemos a eleição. Que ele nos aponte quando não mereçamos ser encontrados, que olha nos nossos olhos no momento em que a gente tem tudo para o deixar decepcionados e mesmo assim ele nos oferece um sorriso, um sorriso de quem tá feliz porque o outro chegou, um sorriso que não sabe esconder a predileção, talvez você já tenha passado pela experiência humana de ser recebido com predileção, de você ter sido encontrado no meio da multidão e ser olhado de um jeito diferente, alguém sabe que você está ai.
As vezes na vida minha gente o que nós mais precisamos é isso, é que alguem nos olhe com predileção, é que alguém nos encontre no momento que estamos perdidos e quem sabe, nos dê esperanças humanas que possam nos ensinar a respeito das esperanças eternas. O bonito do amor humano é isso, que ele tem o poder de antecipar o amor de Deus aqui.

Pe. Fábio de Melo ( Show de lançamento do CD vida em Resende- RJ )

O bonito do Amor humano...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Só dê ouvidos a quem te ama...



Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.

Pe. Fábio de Melo

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

FILHOS DO CÉU "FELIZ NATAL"!!!!!!

Jesus e Maria abençoa e protege o Pe. Fábio

Deixe eu ser Jesus hoje na sua vida

Pe. Fábio de Melo no TV Xuxa

Celibato e castidade



Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.

Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.

Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.

A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.

Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.

Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.

Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.

Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.

É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

Padre Fábio de Melo.

Terra prometida

Mensagem do Pe. Fábio

Almas perfumadas