segunda-feira, 21 de junho de 2010




Muita gente se perde no momento da espera porque deixa de olhar para seus valores, qualidades. A esperança nos mostra quem somos nós. O importante é não parar de lutar, hoje temos a oportunidade de ser gente, amanhã será outra oportunidade. Deus nos dá a cada dia uma nova oportunidade de ser gente. É a escolha de cada instante que vai nos determinar. Vale a pena ser gente como Jesus foi. Trazer a humanidade D’Ele para nós e com isso a gente traz a divindade D’Ele também. Na humanidade equilibrada dele, a divindade se manifestou.

O significado da Esperança....


....E ai, aquele amor humano me ensinava sobre o amor de Deus, aquela espera humana me ajudava a compreender o bonito e profundo significado da esperança, a espera Cristã, a esperança Cristã precisa ser operante, significa que existe uma ação de operação, alguém esta operando alguma coisa enquanto espera, cada um agia de uma forma, o contexto da espera faz com que exista um trabalho, uma luta, alguém porque esta esperando não cruza os braços, mas antecipa no tempo aquilo que queremos que aconteça no dia de amanha, esse é o significado profundo, é a base da esperança Cristã, alegrai-vos na esperança... ai você tem um compromisso que queremos explicitar agora, só tem direito de sorrir aquele que verdadeiramente preparou as razões para o sorriso, e nisso eu admiro a nossa religiao, a nossa fé, nós não acreditamos em um Deus que faz chover sobre a nossa casa, sem antes termos dado a ele o material da chuva, eu digo que espero, mas eu tenho que fazer da minha vida um contexto de ações, para que a minha esperança não seja em vão, nós muitas vezes queremos a alegria, a felicidade, mas não queremos o compromisso da esperança, esperança não é cruzar os braços e esperar que as coisas aconteça, é uma expectativa que nos coloca num processo de ação, isso é concreto, é cidadania, a maneira como nós lidamos. São muitos os lugares que a dor humana está acontecendo, e ai você precisa pensar onde é que esta a responsabilidade humana, e a palavra de Paulo não nos ilude, Alegrai-vos no senhor, ter a mente e o coração em Jesus, para o que a gente espera possa verdadeiramente se concretizar em nossa vida, quata tristeza vem morar dentro de nós, justamente porque a gente não soube esperar do jeito certo, tudo aquilo que nos pedimos a Deus precisa estar na historia a partir de ações, eu tenho que fazer a minha parte nessa historia, é a minha luta, a sua luta.. .

Padre Fábio de Melo (Kairós 18/04/2010)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Será que Eu Tenho Vocação?

Essa pergunta em nossos dias deixa a maioria dos jovens inquietos e desnorteados. Há outro modo de questionar a mesma realidade, de fato o mais correto: a qual vocação Deus está me chamando? Essa é a nossa realidade, todos somos chamados a abraçar voluntariamente e com amor um estilo de vida proposto por Deus.

“O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso” (Catecismo da Igreja Católica, 27). Verificamos que a vocação à qual Deus nos chama desde o momento da nossa concepção até a nossa morte é precisamente o encontro com a verdade e possessão da felicidade: Deus. Amar é a vocação de todos os homens desde o primeiro momento da criação (cf. At 17, 26-28). “Esse é o meu mandamento: que ameis uns aos outros assim como eu vos tenho amado” (cf. Jo 15, 12). Esse mandato também faz parte do nosso chamado: amar os homens, nossos irmãos em Cristo, como Deus os tem amado. Agora podemos resumir o significado da realidade que a palavra vocação expressa: amar Deus e os homens, encontrar a verdade e ser felizes.

Se isso é vocação, então porque se fala de vocação somente àquela que se refere seja à vida consagrada ou ao sacerdócio?

O propósito dessas linhas não é desmentir o uso restrito da palavra vocação, senão expor o significado mais amplo dessa realidade comum a todos. Porém o uso comum de vocação se refere ao seguimento específico da Vocação, ou seja, o modo em que seguimos o chamado da nossa existência. Daí vem os possíveis caminhos ou maneiras, ou seja, vocações, de seguir a Vocação (aquela mais ampla que referimos anteriormente): o sacerdócio, o matrimônio, a vida religiosa e consagrada e a vida solteira.

Após essa breve e simples exposição em que consistem a Vocação e vocações, uma dúvida não pode passar despercebida: como se discerne o caminho ou maneira que Deus quer que O responda e O siga? Como eu, com minha vida atarefada e corrida, vislumbro a vocação específica a que Deus me está chamando? A resposta está na oração. Mas por que a oração? Não é chata? Não é seca? Não seria melhor pesquisar no meu Google?

Deus é quem chama; se Ele chama temos que escutá-lO de alguma maneira. Como? Onde? “O homem anda à procura de Deus. Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência”. “Mas é Deus que primeiro chama o homem”. “À medida que Deus Se revela e revela o homem a si mesmo, a oração surge como um apelo recíproco, um drama de aliança” (cf. 2566 e 2567 do Catecismo da Igreja Católica). É na oração onde nós encontramos o Deus que nos procura num apelo mútuo. Por um lado, fomos criados para amar e buscamos a melhor maneira de saciar este desejo. Por outro lado, Deus quer nos saciar e espera que nós vamos até Ele na Eucaristia, nas orações organizadas na paróquia, num grupo de oração e, sobretudo no nosso dia-a-dia quando na nossa consciência, o recanto mais profundo da nossa intimidade, escutamos aquela voz: “Onde estás?” (Gn 3, 9) e onde respondemos: «Eis que venho, [...] ó Deus, para fazer a tua vontade» (Heb 10, 7).

Paulo Afonso dos S. Tavares é acadêmico de Jornalismo na PUC – GO, e coordenador da Pastoral da Juventude de Trindade e catequista de Crisma. (http://twitter.com/pa_jornalista)

Artigo publicado no Diario da Manhã do dia 11 de Junho de 2010.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Eucarístia




A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: « Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo » (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança. O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é « fonte e centro de toda a vida cristã ».(1)Com efeito, « na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo ».(2) Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no sacramento do Altar, onde descobre a plena manifestação do seu imenso amor.

Jesus Sacramentado nosso Deus amado




“Procurai Jesus no tabernáculo. Fixai os olhos n'Ele que é a luz. Colocai os vossos corações junto ao Seu Divino Coração”.
(Beata Madre Teresa de Calcutá)